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Mostrando postagens com o rótulo POETIZANDO

🎶 LABAREDA 🔥 Poesias Cantadas

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  Clique Aqui! Labareda: um sentimento conflitante Ana Maria Louzada  A música tem o poder de despertar sentimentos, memórias e reflexões que muitas vezes permanecem adormecidos em nosso interior. Ela nos convida a enxergar a vida por diferentes perspectivas, revelando significados ocultos nas coisas mais simples da natureza. Nesta canção, o fogo torna-se símbolo de um paradoxo profundamente humano. Ao contemplar uma fogueira acesa, com suas labaredas avermelhadas dançando ao vento, é impossível não se encantar com sua beleza. O calor acolhe, ilumina, conforta e reúne pessoas. O fogo aquece o corpo, desperta emoções e inspira admiração. Mas o mesmo fogo que encanta também pode destruir. Quando foge ao controle, transforma paisagens em cinzas, ameaça a vida e provoca tristeza. A natureza perde sua harmonia quando é consumida pelas chamas, e o encanto dá lugar à preocupação. É justamente nesse contraste que nasce o sentimento conflitante retratado na música. O fogo representa du...

Já não me importo - Fernando

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Confira Aqui! POETIZANDO  Já não me importo Fernando Pessoa Já não me importo Até com o que amo ou creio amar. Sou um navio que chegou a um porto E cujo movimento é ali estar. Nada me resta Do que quis ou achei. Cheguei da festa Como fui para lá ou ainda irei Indiferente A quem sou ou suponho que mal sou, Fito a gente Que me rodeia e sempre rodeou, Com um olhar Que, sem o poder ver, Sei [?] que é sem ar De olhar a valer. E só me não cansa O que a brisa me traz De súbita mudança No que nada me faz. Narração: Ana Maria Louzada  

SE EU PUDESSE - Fernando Pessoa

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POETIZANDO “Se eu pudesse trincar a terra toda” – Fernando Pessoa Se eu pudesse trincar a terra toda E sentir-lhe um paladar, E se a terra fosse uma coisa para trincar Seria mais feliz um momento… Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez em quando infeliz Para se poder ser natural… Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade Naturalmente, como quem não estranha Que haja montanhas e planícies E que haja rochedos e erva… O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda, E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica… Assim é e assim seja… Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa) No livro “O Guardador de Rebanhos”

AVE-MARIA - Fernando Pessoa

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  ASSISTA AO VÍDEO  POETIZANDO AVE-MARIA   À minha mãe Fernando Pessoa  Ave Maria, tão pura, Virgem nunca maculada Ouvide a prece tirada No meu peito da amargura. Vós que sois cheia de graça Escutai minha oração, Conduzi-me pela mão Por esta vida que passa. O Senhor, que é vosso filho Que seja sempre connosco, Assim como é convosco Eternamente o seu brilho. Bendita sois vós, Maria, Entre as mulheres da terra E voss'alma só encerra Doce imagem d'alegria. Mais radiante do que a luz E bendito, oh Santa Mãe É o fruto que provém Do vosso ventre, Jesus! Ditosa Santa Maria, Vós que sois a Mãe de Deus E que morais lá nos céus Orai por nós cada dia. Rogai por nós, pecadores, Ao vosso filho, Jesus, Que por nós morreu na cruz E que sofreu tantas dores. Rogai, agora, oh mãe querida E (quando quiser a sorte) Na hora da nossa morte Quando nos fugir a vida. Avé Maria, tão pura, Virgem nunca maculada, Ouvide a prece tirada No meu peito da amargura.

A BAILARINA de Cecília Meireles

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  A BAILARINA/Cecília Meireles  Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá Mas inclina o corpo para cá e para lá Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e sorri. Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras crianças.

O LOUCO - KHALIL GIBRAN

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ASSISTA AO VÍDEO  Era uma vez... Poesias, Contos e Crônicas  POETIZANDO   Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas  – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado  em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias  de   gente,   gritando:   “Ladrões,   ladrões,   malditos  ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minh...

MILHO DURO QUE SE TRANSFORMA EM FLOR

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ASSISTA AO VÍDEO  REFLEXÕES Era uma vez... Poesias, Contos e Crônicas  Confira a Reflexão Completa POESIAS  

SAUDADES / Clarisse Lispector

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ASSISTA  AO VÍDEO POETIZANDO  SAUDADES / Clarisse Lispector Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...   Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...   Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...   Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.   Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que...

AUSÊNCIA DE VINÍCUIS DE MORAES

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ASSISTA  AO VÍDEO AUSÊNCIA VINÍCUIS DE MORAES   Eu deixarei que morra em mim O desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar Senão a mágoa de me veres eternamente exausto No entanto a tua presença É qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto Existe o teu gesto e em minha voz a tua voz Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado Quero só que surjas em mim Como a fé nos desesperados Para que eu possa levar Uma gota de orvalho Nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne Como nódoa do passado Eu deixarei Tu irás e encostarás a tua face em outra face Teus dedos enlaçarão outros dedos E tu desabrocharás para a madrugada Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu Porque eu fui o grande íntimo da noite Porque eu encostei minha face na face da noite E ouvi a tua fala amorosa Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa Suspensos no espaço E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado Eu fica...

Exercícios de ser criança/Manoel de Barros

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  Exercícios de ser criança Manoel de Barros No aeroporto o menino perguntou: -E se o avião tropicar num passarinho? O pai ficou torto e não respondeu.   O menino perguntou de novo: -E se o avião tropicar num passarinho triste?   A mãe teve ternuras e pensou: Será que os absurdos não são as maiores virtudes da poesia? Será que os despropósitos não são mais carregados de poesia do que o bom senso?   Ao sair do sufoco o pai refletiu: Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças.   E ficou sendo.

O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO- Fernando Pessoa

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  O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO Fernando Pessoa   Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço.   A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas Essas e o que falta nelas eternamente;   Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço.   Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser...   E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...   Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicida...

Eu do livro não me livro

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Eu do livro Não me livro E, nem quero Me livrar. Se do livro Eu me livro  Como livre Vou ficar? (Silas Fonseca, in: Alma & Coração)

POEMA DO AMIGO APRENDIZ DE FERNANDO PESSOA

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ASSISTA AO VÍDEO Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. Nem tão longe e nem tão perto. Na medida mais precisa que eu puder. Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, Da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar. E sem calar, quando for hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz. É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias… Fernando Pessoa CLIQUE AQUI!

Renova-te de Cecília Meirelles

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Renasce em ti mesmo. Multiplica os teus olhos, para verem mais. Multiplica-se os teus braços para semeares tudo. Destrói os olhos que tiverem visto. Cria outros, para as visões novas. Destrói os braços que tiverem semeado, Para se esquecerem de colher. Sê sempre o mesmo. Sempre outro. Mas sempre alto. Sempre longe. E dentro de tudo.

A Coragem – Olavo Bilac

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  A Coragem – Olavo Bilac Não sejas nunca medroso! Fraco embora, tem coragem! Para fazer a viagem Da vida, sem hesitar, É preciso, de alma forte, Sem ostentar valentia, Dominar a covardia, Para o perigo enfrentar. O medo é próprio do pérfido, Do pecador, do malvado: Quem não se entrega ao pecado Não receia a punição. Não tem medo quem caminha Com a consciência tranquila, Quem o inimigo aniquila Com a força da razão! Não abuses da bravura; Não afrontes o inimigo; Não procures o perigo; Prega o amor! e prega a paz! Mas, se isso for impossível, Não fujas! cai batalhando! E, se morreres lutando, Morre! feliz morrerás

QUESTÕES PARA PENSAR 2 - Thiago de Mello

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Artigo III  🌻🌻🌻 Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra;  e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.  Thiago de Mello

Poetizando com Clarice Lispector

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  🌻🌻🌻🌻 " Plantou amor e não floresceu? É porque a terra não era fértil! Não desperdice mais sementes! Plante em novos campos!" Clarice Lispector🌻

Esperança de Mário Quintana

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  Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas Todas as buzinas Todos os reco-recos tocarem Atira-se E — ó delicioso vôo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, Outra vez criança… E em torno dela indagará o povo: — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam: — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA * Mário Quintana

AS CEM LINGUAGENS DA CRIANÇA

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ASSISTA AO VÍDEO Loris Malaguzzi   As cem linguagens da criança A criança é feita de cem. A criança tem cem mãos cem pensamentos cem modos de pensar de jogar e de falar.   Cem sempre, cem modos de escutar, de maravilhar de amar.   Cem alegrias para cantar e compreender. Cem mundos para descobrir. Cem mundos para inventar. Cem mundos para sonhar.   A criança tem cem linguagens (e depois cem, cem, cem) mas roubaram-lhe noventa e nove. A escola e a cultura lhe separam a cabeça do corpo.   Dizem-lhe: de pensar sem as mãos de fazer sem a cabeça de escutar e de não falar de compreender sem alegrias de amar e de maravilhar-se só na Páscoa e no Natal.   Dizem-lhe: de descobrir um mundo que já existe e de cem roubaram-lhe noventa e nove.   Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho a realidade e a fantasia a ciência e a imaginação o céu e a terra a razão e o sonho são coisas que não estão juntas.   Dizem-lhe enfim: que as cem não existem.   A criança diz: ao ...