Chapéu de Flor


Hoje uma amiga, Eliana Braun me enviou essa poesia Chapéu de Flor de Mário Quintana.

Obrigada Eliana!

CHAPÉU DE FLOR

Aos 20 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, cabelo muito liso, muito encaracolado, decide sair, mas vai sofrendo.

Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, cabelo muito liso, muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar; então vai sair assim mesmo.

Aos 40 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, cabelo muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa, e sai mesmo assim.

Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender.

Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.

Aos 70 anos: Ela olha pra si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades. Sai para o mundo e aproveita a vida.

Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar.
Põe simplesmente um chapéu de flor e vai se divertir com o mundo.

Talvez devêssemos pôr aquele chapéu de flor mais cedo!
 
Mário Quintana
Trecho "Chapéu de Flor"

Fiquei emocionada, pois deveríamos usar chapéus com diferentes flores ao longo das nossas vidas. Não é mesmo?

Quando li a poesia, tive uma vontade imensa de dedicar essas belíssimas palavras à minha mãe, minhas irmãs, minha sogra, à minha querida nora, à minha neta, e ainda, às sobrinhas, cunhadas e amigas dessa jornada de vida.

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