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A MENINA... O CASTELO... E O SEGUNDO LIVRO!

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Menina pequena lendo , 1890,  Charlotte J. Week (Grã-Bretanha, sem datas),  Óleo sobre tela, 91 x 74cm CAPÍTULO IV Ana Maria Louzada A avó, se encantava com as histórias da neta, a menina sonhadora, que inventava histórias e que transformou um pedaço de madeira no mais belo livro de memórias vivenciadas no tempo espaço dos quintais por onde passava. Bem a avó, percebeu que o seu quintal já não era mais o mesmo. De acordo com as ideias da menina, o enorme paiol que ficava na parte mais alta do quintal, se transformara num castelo. A sua escada comprida transportava todos os sonhos para a vila das estrelas. Aquelas estrelas brilhantes, que apareciam a noite. Sim... Naquele quintal se podia ver as estrelas!   Mas não era permitido subir naquela enorme escada. Então, a menina imaginava que aquele castelo que acabara de transformar, poderia ser o esconderijo do gigante, ou quem sabe do rei malvado. Mas também poderia ser o esconderijo de boas experi...

A MENINA... O LIVRO... E O OUTRO QUINTAL!

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Menina Lendo ,  s/d, Vladimir Ezhakov ( Rússia, 1975) óleo sobre tela,  30 x 48 cm CAPÍTULO III Ana Maria Louzada Antes de encontrar seu segundo livro, a menina continuava andando no quintal da sua casa, com o seu livro de madeira . Sim! Um pedaço de madeira que encontrou lá no fundo do seu quintal, lembra? E que se  transformou em um livro.  Com o livro de madeira ela sonhava, inventava, criava e viajava no mundo da imaginação... Até que um dia viajou para outro quintal. Um quintal diferente do seu. Era o quintal da casa da sua avó, que ficava lá na Vila. Um quintal quase urbano. Mas era um quinta l divertido. No quintal da casa da sua avó, também tinha um paiol. Um enorme paiol. Maior do que o paiol do seu quintal. O paiol da casa da sua avó tinha uma comprida escada. Infinita escada. Podia levar as pessoas até ao céu... E quem sabe escorregar nas nuvens! A menina ficava ali imaginando onde poderia chegar se subisse naquela longa escada. Era ...

O SONHO DA MENINA... O PRIMEIRO LIVRO!

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Foto: Google Imagens CAPÍTULO II Ana Maria Louzada Quando ia à cidade, a menina ficava observando como as outras meninas seguravam os livros entre o coração e o braço... Meninas que iam para a escola, segurando os livros didáticos e os cadernos. Mas, para a menina sonhadora, as outras meninas seguravam verdadeiros livros.  Que meninas de sorte!  Elas tinham seus livros... Que elegância... Como sabiam segurar os livros! Era fascinante imitar as meninas lá da cidade! Por iss o, a ndava de um lado para o outro no quintal, com um livro... Um livro imaginário! Sim, a menina andava com um livro imaginário entre o coração e o braço. Um livro cheio de ideias mágicas e histórias encantadas. Enquanto não ganhava um livro, ela vasculhava e explorava as ideias produzidas ali mesmo no seu quintal, quando subia no pé de manga, quando acariciava os pintinhos, quando corria pasto afora... Mas, eis que um dia, bem atrás do paiol, a menina encontrou um pedaço de mad...

A MENINA... UM SONHO... E UM LIVRO!

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José Ferraz de Almeida Jr (Brasil,1850-1899)  Moça com livro, s/d, óleo sobre tela, 50 x 61 cm, MASP Museu de Arte de São Paulo CAPÍTULO I Ana Maria Louzada Numa infância simples lá na roça, vivia uma menina sonhadora. Sonhava com a possibilidade de ter um livro. Um livro, só seu. Mas, enquanto não tinha um livro, a menina sonhava... Sonhava com letras mágicas, palavras encantadas, com dizeres que emocionam, ensinam e divertem. Em seu livro imaginário existia tudo isso: sonhos e letras mágicas que viravam palavras encantadas. Assim encantada, a menina encantava o quintal. Um quintal que era só seu. A menina passeava de um lado a outro, virando-o de ponta cabeça. Nesse quintal existia apenas a sua casa. Lá no fundo do quintal havia um paiol e mais adiante um curral. Mas casa mesmo era só a casa da menina. Aliás, lá perto da estrada, próximo à jaqueira tinha uma casinha bem pequenina que de vez em quando morava alguém. Mas nessa casinha perto da jaque...